quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Que acabe um mundo e comece um novo em 2012


Se a profecia maia está correta ou não, pouco importará. Passamos por tantas profecias ao longo dos séculos – disseram que o mundo acabaria quando do ano 1000, depois com o advento do século XX e mais recentemente com o ano 2000 – e percebemos o movimento da vida, este sim sem fim, incessante, renovando, atualizando velozmente, muito mais rápido do que qualquer novo sistema operacional.

E quanto mais rápido ele se dá mais vemos seus benefícios. Benefícios porque na vida só há espaço para eles. OK, há quem diga dos malefícios, mas considerar isso é como dizer que a responsabilidade sobre os assassinatos é das armas, das facadas é das facas e da alienação é a rede social. O mundo mostra, constantemente, que melhora a cada dia, por mais que a visão de curto prazo pareça dizer o contrário.

Este ano 2011 está excelente, como foram os anteriores e sempre inferior ao que virá. Nele vimos, como diz o outro, “de um tudo”. Vimos alegrias, conquistas, rebeldias, mortes, nascimentos, surpresas, encantamentos e desapontamentos. Vimos doenças, curas, medicamentos, terapias e armas modernas de destruição com menor custo. Sobretudo vimos a grandeza divina por trás de cada uma destas conquistas, e escolho uma delas como um avatar de novos tempos (ah, avatar não tanto o filme mas o termo sânscrito que evoca a encarnação divina, a manifestação suprema no cenário da tridimensionalidade): a rede social.

A rede social foi um elemento que fez toda a diferença em 2011, embora já existisse antes. Agora ganhou corpo e foi para todos os cantos, sem fazer distinção. Mostrou a indignação das pessoas, apresentou tragédias, maldades, abusos e também maravilhas a quem tinha como horizonte somente seus passos. Abriu o mundo, mesmo considerando que os cookies de rastreamento filtram muita coisa – mas nada que não possa ser resolvido ajustando as “propriedades do sistema”.

O grande ponto da rede social é o posicionamento. Ou seja, ali é possível exercer com plenitude a opinião e reduzir ao mínimo a postura de “quem cala, consente”. A informação ali está, você diz se “curtiu” ou não. É o espaço para falar, denunciar, trazer o errado à luz para assim estimular o certo, o bom, o que faz bem e reduz o mal contra o próximo. E de muitos “curtir”, e “compartilhar” a informação é disseminada, esclarecida e averiguada. Um processo que, há uma década, jamais se pensaria que um dia haveria, e ao alcance de quase todos.

Por meio da rede social brasileiros questionaram o governo, fizeram pressão para que ministros fossem “atualizados”, crimes fossem investigados, abusos pudessem ser divulgados para assim pela indignação trazerem uma reflexão sobre as leis, a ética e o bem estar. Lemos na rede social sobre o futebol, a economia da Europa, o grau baixo da Educação Brasileira pelo ranking das escolas e universidades, a população medida pelo censo de 2010 e muito mais. Destes eventos separo alguns para pensarmos sobre o novo mundo que 2012 nos reserva, já que o calendário maia afirma ser o ano da grande mudança.

. A rede social mostra mais o que acontece tanto de bom quanto de ruim – se não fosse a rede social, o youtube e outras ferramentas de difusão de informação ninguém saberia da morte de uma cachorrinha de forma cruel acontecida no interior de Goiás. O que é preciso fazer: mudança nas leis e pensamento da sociedade sobre os animais, fim do comércio desregulado de animais, fim dos abusos tanto a animais quanto a natureza. O caso ganhou repercussão e terá fim digno, mas é representativo de muitos outros que aconteceram e agora podem ser vistos, chorados e reclamados para uma mudança de atitude.

. A internet mostra dados que geram reflexão, mas insuficientes para atitudes (que dependem das pessoas e principalmente de cada indivíduo) – a Educação no Brasil tem números equivalentes a países extremamente subdesenvolvidos, não importa se na escola pública ou na particular (onde pagando qualquer um passa... afinal, quem é que paga a mensalidade mesmo?). Alunos de segunda série não sabem somar ou diminuir, e chegam ao fim do ensino fundamental com escrita rudimentar, vocabulário pobre e monoglotas, tanto no Sudeste quanto no Norte, falando de extremos. A rede social apontou os números, a internet em seus portais mostrou a pesquisa. É sabido que o patamar educacional se transforma em justiça social, portanto estamos esperando o quê para começar um novo mundo na Educação?

. A comunicação se tornou instantânea, mas as soluções permanecem lentas – o conceito de “não se envolver” começa a ruir na nova conformação mundial. Diferente de rebeldia sem causa, ou para defender a própria causa como um grupelho da USP quis fazer neste segundo semestre, a sensação de indignação social cobra agora atitudes, posicionamentos claros que deixam o “quem cala consente” cada vez mais criminoso. Abusos sexuais contra crianças e idosos ganharam espaço nos portais de notícias apontando o que ocorre na sociedade, o que é o primeiro passo para investigar, punir e adequar normas capazes de coibir estes fatos, resultando numa sociedade que, infelizmente, ainda aprende pelo medo e pela despesa. A segunda, pelo menos, tende a pesar no bolso, como pesou um bocado nos casos de acidentes de trânsito por irresponsabilidade – seja na velocidade, seja na bebedeira, seja na crueldade pura e simples.

Parece que nunca tivemos visto tanta coisa ruim no ano de 2011, mas na verdade temos um mérito das notícias virem como manchetes que nos incomodam e estimulam mudanças sociais. Acontecem para que possamos repensar atitudes e individualmente mudemos formas de agir e pensar. No mínimo, iremos dirigir com o compromisso de não falar no celular nem mandar mensagens de texto, comprovadamente responsáveis pela distração ao volante que causa dor e sofrimento. Ao menos isso.

Em 2012 temos um mundo novo, no qual falamos da nossa indignação e principalmente FAZEMOS A NOSSA PARTE. Fazemos algo pelo outro, por nós mesmos e pela vida. Exigimos penalidades duras contra abusos no volante e fazemos a nossa parte dirigindo com consciência, sem multas e abusos. Fazemos algo tomando posições políticas, não partidárias mas sociais, agindo de forma coerente com a vida, os animais e o planeta sujando menos, poluindo menos, gastando menos e poupando mais. Fazemos algo quando respeitamos o dom da vida impedindo a proliferação de animais pelo comércio desmedido que gera abandono nas ruas e controlando a natalidade dos nossos animais de forma consciente, incapaz de gerar sofrimento. Fazemos algo quando consumimos com consciência, planejamos nossas finanças constantemente para no futuro não nos tornarmos um fardo social.

Façamos de 2012 um novo tempo, sendo politicamente ativos agindo pela brandura e pela constância. Façamos uma nova existência pelo amor e não mais pela dor, valorizando a vida, colocando a matéria no lugar onde deve estar – é o nosso cenário e somente isso – lembrando que somos seres com a responsabilidade divina da felicidade, que depende de cada um.

Neste Natal faça de Jesus seu coach, espelhando-se em Seu exemplo.
Ele nunca foi omisso, era comprometido com resultados e não desistiu. Lembre-se disso.
Adeus mundo velho, feliz mundo novo em 2012!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A velocidade da vida

Quando chega dezembro no hemisfério sul quase sempre é tempo de sol que celebra férias escolares, férias pessoais, férias de projetos e férias de cansaço – para muitos. A primeira vez que tive ciência destas férias foi em 1970, com o fim do primeiro ano primário. Lembrei que tinha visto uma copa do mundo com o Brasil vencedor, que tinha passado de ano, conhecido pessoas algumas legais e outras nem tanto; entendi o porquê de tanta gente se referir ao “fim do ano”, já que quando se está na infância o tempo parece ser sempre o mesmo, só mudam as cores dos dias.

Ao que os anos foram passando e sucedendo a velocidade dos mesmos também acelerou. O que parecia ser longo foi-se encurtando. Além do senso pessoal do tempo veio a aceleração de fora, da tecnologia que aproximou todo mundo ao mesmo tempo agora. A carta não chega mais via correio, é online, instantânea. O passeio tem que ser rápido, e de preferência com alguma coisa nas mãos para não sentir o tempo passar – vale o celular cheio de jogos, como canso de ver. É preciso ler para não perder o tempo, correr e acelerar pessoalmente para que o fim do ano pareça ser o tempo da reflexão; mas esta reflexão não deve tomar muito tempo, algo como cinco minutos, nada além de uma meditação Express.

Há quem diga que isso se aplica aos jovens... podemos dizer que sim, considerando que todos são e sempre serão jovens – a velocidade dos tempos cobre todas as idades. Noto que, naqueles cujo aparato tecnológico de infância e juventude se resumia a um toca discos e rádio, a velocidade é tão grande quanto para quem nunca imaginou uma sociedade desvinculada de um videogame, mesmo estudando o que foi a Idade Média. Em suma, todos correm ocupando tempos.

A velocidade da vida traz também a competitividade por nada, uma modalidade curiosa que não é olímpica: é ganhar algo que nada irá reverter, como ser o primeiro a cruzar o farol aberto frações de segundo após a mudança de cor. É ganhar no grito a posição ideal das vagas no shopping center – andar até a porta nem pensar, afinal, para que é que o carro serve mesmo? (acredite, já ouvi isso) Ganhar a qualquer custo mesmo que não reverta um mísero real, mas que traga a sensação de superação sobre os outros, chegar primeiro, sair primeiro, bater o recorde de comer rápido, se possível nem comer, tome um shake que é mais prático.

No entanto, o tempo quase nada mudou. Há estudos que informam a velocidade da rotação da Terra pouco mais rápida em frações de segundo por energias do universo, forças solares, poeira estelar. Isso foi provado. A velocidade acelerada das pessoas, no entanto, nada tem a relacionar com o movimento astronômico, como gostam de esclarecer os pesquisadores – pois não foram encontradas fórmulas capazes de avaliar e repetir o fenômeno. Daí que a velocidade da vida do indivíduo é dele e do mundo que o cerca.

Aqui em Jaguariuna a velocidade é diferente da de São Paulo. Há uma lentidão, que não necessariamente significa mais tempo para desfrutar das coisas, mas uma característica da sociedade de poucos milhares de habitantes – há pouca ou nenhuma concorrência. A cidade grande acelera porque as pessoas estão aceleradas, dinamizando a velocidade cotidiana. Entretanto, não é a cidade em si que assim faz, são os seus integrantes.

No fim da análise o curioso é o que é feito da “residual”, do que foi conseguido sobrar de tempo com a velocidade dos movimentos. Observo gente que se sente triste com o fim do ano, muitos por lembrar do nostálgico passado que não necessariamente era alegre ou feliz, mas era sim, passado. E o tempo dedicado à lembrança é longo, como se na tristeza ou contemplação do que passou a velocidade fosse, por si, desacelerando... E se, no lugar da lembrança antiga viesse o sabor do novo futuro, será que poderíamos aproveitar mais lentamente, observando a paisagem pela janela do carro que passa pelos cenários mais belos – e ignorados frente a um smartphone – para perceber o movimento da vida, este sim algo que é constante e vem constantemente ao nosso encontro, como que numa saudação?

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

13º. Salário:: como usar bem para iniciar um 2012 com prosperidade

Não falta muito para o fim de 2011 – temos cerca de 40 dias para entrar no novo ano – e com a chegada da primeira parcela do 13º. Salário, fica a pergunta: como fazer para ser mais próspero no novo ano?
Para responder isso, considero o primeiro passo para mudanças está na vontade individual de fazer diferente aliada a um planejamento disciplinado, fatores que devem anteceder qualquer ação duradoura. Assim sendo, o ponto da mudança é agora, antes do ano começar, e já com uma entrada de dinheiro da primeira parcela do 13º. salário fazendo dele um dos pontos fundamentais da prosperidade financeira: guardar, poupar, ter uma reserva.
OK, no seu caso, por ser autônomo ou empresário, este valor não acontece da mesma maneira; então vale lembrar que o planejamento deve contemplar uma verba extra para o fim de ano, até porque dependendo da área de atuação do seu negócio os meses de fim de ano podem ser tanto os melhores em rendimento como os mais difíceis. Se nesse ano você não guardou um extra para servir de seu 13º. Salário pessoal, fica a dica para fazer 2012 diferente, guardando sempre um pouquinho.

Tendo ou não o 13º. Salário, guardar deve se tornar um hábito, mesmo que seja um pequeno valor. Uma referência pode ser algo como 5% da renda mensal, que no caso de uma renda de R$ 1000,00 seriam R$ 50,00. Se este valor for alto no momento, comece guardando nem que sejam R$ 10. Muita gente acha que com R$ 10 não se faz muita coisa – o que é um equívoco, basta pensar que com R$ 0,80 é possível comprar uma pinça de sobrancelhas, ferramenta básica para fazer um serviço de estética extremamente valorizado que é o design de sobrancelhas - portanto
vale ´esconder´ estes R$ 10 numa conta poupança e assim começar um hábito saudável do ponto de vista financeiro.

Mas uma pergunta que sempre ouço é: o que fazer quando há dívidas acumuladas e a tentação de usar o dinheiro do 13º. Salário para acertar a vida? Antes de “sair pagando”, entre em contato com os credores e verifique exatamente o valor. Tente uma negociação para assim usar o dinheiro deixando uma margem tanto para a poupança quanto para os gastos de fim de ano. Isso vale para o novo ano também; se houver dívidas que não foram quitadas no momento certo, tome a iniciativa de propor um novo prazo e pague parceladamente, sem comprometer todo o salário, porque ficar totalmente sem dinheiro irá gerar novas dívidas – a famosa bola de neve, uma avalanche de contas.

Um erro comum é pagar dívidas sem deixar valores para as contas do dia a dia, e mais ainda lembrando que durante o ano temos outros momentos de celebração, como o carnaval, a páscoa, dia das mães, dia dos pais, dia da criança, feriados prolongados e novamente o natal – eventos que induzem a gastos extras. Gosto de lembrar que o uso do dinheiro deve contemplar tudo isso: a reserva para momentos de lazer, presentear, celebrar para não gerar uma frustração de produzir no trabalho e posteriormente nada ter para usufruir do que foi produzido. Daí a razão de muitas pessoas se sentirem tristes e depressivas nas festas por conta de seus cenários financeiros.

Para finalizar, fica a dica de dividir o dinheiro extra do fim de ano para ter uma parte com a finalidade de quitar dívidas pendentes, outra parte para poupar e um valor expressivo para os presentes de fim de ano, a festa e ceia. A porcentagem varia conforme a necessidade, mas eu apresento como referência 10% para a poupança, 30% para pagamento de dívidas e 60% para presentes, ceia e eventuais viagens de fim de ano. Planeje e comece agora a fazer um 2012 próspero e feliz!